Com a aquisição de uma das maiores corretoras do país, fintech marca a entrada estratégica no mundo dos investimentos.
“Com essa união, a gente vai começar uma revolução: o jeito Nubank de criar produtos fáceis de usar e que contam com um atendimento incrível vai chegar ao mercado de investimentos”.
Nubank
Nubank é uma empresa startup brasileira pioneira no segmento de serviços financeiros, tem como lema devolver às pessoas o controle sobre a sua vida financeira.
Passou da marca de US$ 1 bilhão em valor de mercado em março de 2018, entrando para o time de “unicórnios” brasileiros, após receber investimentos de fundos da China e da Rússia.
Em julho de 2019, foi a primeira startup brasileira a se tornar um “decacórnio”, avaliada em mais de US$ 10 bilhões.
Easynvest
Em contrapartida a Easynvest é uma das maiores corretoras de investimentos do país, com 1,5 milhão de clientes e mais de R$ 20 bilhões sob custódia, com foco grande em ajudar a democratizar o acesso a serviços financeiros no país, algo que tem tudo a ver com a missão apresentada no Nu.
A fintech fará o pagamento aos acionistas da empresa, em especial o fundo de private equity Advent International, que detém 60% do capital da companhia.
A transação, que não teve o valor revelado, será feita por meio da troca de ações e por pagamento em dinheiro.
O que acontecerá com os clientes do Nubank e da Easynvest?
A princípio, nada muda para os clientes das duas plataformas.
As empresas permanecem operando de mesma forma e de maneira independente, os canais de atendimento, serviços e apps continuam disponíveis.
Posteriormente, há planos de formar um grupo de trabalho para planejar os próximos passos de integração dos serviços.
A operação ainda precisa do aval do Banco Central e CADE.
A aquisição vem de carona na expansão do ambiente de investimentos no Brasil, beneficiado pela queda nas taxas de juros. Estimativas do setor apontam que o volume de ativos sob custódia pode passar de R$ 3 trilhões em 2020 para mais de R$ 5 trilhões em 2025.
Uma pesquisa da McKinsey aponta que a maior parte deste crescimento deve vir das plataformas digitais: 93% dos investidores brasileiros se dizem confortáveis em usar canais digitais para investir e 61% tomariam as próprias decisões de investimentos sem um assessor direto.
Ao longo de 2020, o Nubank já compartilhou outros anúncios importantes.
Em janeiro, anunciaram a compra da consultoria de tecnologia Plataformatec; depois, veio a empresa americana de engenharia de software Cognitect.
Em setembro foi considerado o banco digital mais promissor e valioso do planeta pela consultoria CB Insights.
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Especialista em análises de produtos financeiros, atua como Gerente do setor de Remarketing da Fimaster. Graduanda em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais com especialização em comportamento do consumidor.