O mundo inteiro ficou surpreso quando, em abril deste ano, o bilionário da tecnologia Elon Musk anunciou que compraria o Twitter.

O preço final ficou fechado na bagatela de 44 bilhões de dólares, haja vista que Musk sugeriu comprar por US$ 54,20 todas as ações que não possuía dentro da empresa.

O empresário afirmou que, ao adquirir o Twitter, desejava torná-lo mais transparente e permissivo em relação a liberdade de expressão.

Conforme Elon “A liberdade de expressão é a base de uma democracia em funcionamento”.

E ainda ressaltou “O Twitter é a praça da cidade digital onde assuntos vitais para o futuro da humanidade são debatidos”.

Todos esperavam o dia em que o empresário assumiria de vez a rede. Entretanto, nesta sexta-feira, dia 8/7, o mesmo anunciou sua desistência em comprá-la.

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Nesse sentido, veja a seguir os motivos que levaram o dono da Paypal a abrir mão da compra de uma das maiores mídias sociais do mundo.

A história de Elon Musk com o Twitter

Elon Musk possui uma conta no Twitter desde o ano de 2009. A partir de então, o bilionário posta diariamente sobre sua rotina, pensamentos, ideias de negócios e opiniões.

Dessa forma, o empresário já se envolveu em diversas polêmicas, quase sempre, com consequências que interferem fortemente no mundo dos negócios.

Uma delas foi em relação a ações de sua própria empresa, a Tesla, que subiram e depois caíram quando o dono deu a entender que a tiraria do mercado acionário.

Tal insinuação ocasionou numa multa de 40 milhões de dólares para Elon e sua empresa, com o objetivo de reparar os danos sofridos por investidores prejudicados pelas oscilações.

Apesar da relação turbulenta, o empresário Sul- Africano nunca se afastou do Twitter, pelo contrário, manifestou o desejo de adquiri-lo para si.

Porém, como sugere o título, esse ímpeto não se concretizou, visto que a compra foi cancelada.

Mas, por que Elon desistiu de comprar a rede social?

Conforme a carta publicada pelas Autoridades Americanas da Bolsa, os advogados do bilionário salientaram que o Twitter não respeitou os termos do contrato.

De acordo com eles, a rede social não forneceu informações suficientes sobre o número de contas falsas, bots e spam na plataforma.

Musk acredita que esse número pode ser muito maior que os 5% ditos pela rede, que se recusou a dar maiores detalhes sobre, ocasionando o fim do acordo.

Como forma de contra-ataque, o presidente do Twitter, Bret Taylor, garantiu que irá mover um processo contra Elon, para fazer cumprir o acordo de compra.

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O que esse caso ensina sobre investir em ações de tecnologia

Por trás da novela da compra do Twitter há lições financeiras que valem para qualquer investidor. A primeira: ações de empresas de tecnologia são especialmente sensíveis a notícias, declarações e até tuítes de seus líderes. O próprio caso citado — a multa milionária que Elon Musk recebeu após insinuar tirar a Tesla da bolsa — mostra como uma única frase pode mover o preço de uma ação e até gerar punição regulatória. Para quem investe, isso significa que volatilidade faz parte do jogo no setor de tech, e decisões baseadas em manchete costumam sair caro.

Como o investidor pessoa física pode se proteger

A defesa clássica contra esse tipo de oscilação é a diversificação: não concentrar o patrimônio em uma única ação ou setor, por mais promissor que pareça. Também ajuda separar o que é ruído de curto prazo (uma negociação polêmica, uma declaração) do que muda os fundamentos do negócio no longo prazo. Investidor que entende seu horizonte de tempo e mantém a estratégia tende a sofrer menos com manchetes do que quem compra e vende no calor da emoção. Notícia vende jornal; fundamento constrói patrimônio.

Perguntas frequentes

Notícia sobre um CEO realmente mexe no preço da ação?

Sim, principalmente em empresas de tecnologia muito associadas à imagem de seus fundadores. Declarações e decisões públicas podem gerar forte volatilidade no curto prazo.

Devo vender minhas ações ao ver uma notícia ruim?

Reagir por impulso costuma ser a pior decisão. O recomendável é avaliar se a notícia muda os fundamentos do negócio no longo prazo, não apenas o humor do mercado no dia.

Como reduzir o risco de oscilações bruscas?

Diversificando: distribuir os investimentos entre setores e ativos diferentes reduz o impacto de um evento isolado em uma única empresa.

Casos de grande repercussão no mundo da tecnologia são um bom lembrete de que, na bolsa, disciplina e diversificação valem mais que reação a manchete.