Depois de toda a confusa negociação e compra do Twitter pelo empresário e segundo homem mais rico do mundo, Elon Musk, o bilionário resolveu desistir da presidência da empresa.

Segundo a revista Forbes, Musk busca “alguém tolo o suficiente para assumir o cargo” conforme publicação feita por ele mesmo neste dia 18/12 de 2022, após uma votação dos usuários.

Essa votação foi feita a partir de uma enquete no próprio Twitter, a qual carregava o questionamento se ele deveria ou não continuar sendo CEO da plataforma.

A maioria dos votantes ficaram a favor dele deixar a presidência e Elon já busca o novo substituto.

Tesla x Twitter

Como é de conhecimento geral, Musk é dono da empresa de tecnologia automobilística Tesla, na qual também é CEO.

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Os acionistas desta alegam que Elon tem se distanciado das obrigações do cargo por causa de seu empenho como presidente do Twitter.

Faixada da empresa Tesla, presidida atualmente por Elon Musk.
Faixada da empresa Tesla, presidida atualmente por Elon Musk.

Um desses investidores até mesmo insinuou que o conselho da organização pretendia tirar Elon Musk da empresa, já que este a havia “abandonado”.

Além disso, conforme a CNN Brasil, as ações da Tesla caíram 60% durante o ano de 2022 em relação ao que eram em 2021.

Isso se deu por conta das polêmicas envolvendo os atos e opiniões controversas do bilionário estando a frente da rede social.

Símbolo da resde social Twitter, que tem Elon Musk na presidência.
Símbolo da rede social Twitter, que tem Elon Musk na presidência.

Certo, mas o que tem a ver o comportamento de Elon no Twitter com a Tesla? Simples: a Tesla tem seu valor pautado na expectativa de mercado e na imagem de Musk.

Dessa forma, os danos na imagem do empresário afetam diretamente a empresa, haja vista que as pessoas que mais compram os produtos da Tesla são de um viés mais liberal e progressista, vertente abertamente criticada por Musk.

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Imagem do CEO e preço das ações: a lição para investidores

O próprio texto acima toca num ponto valioso de educação financeira: a Tesla tem boa parte do seu valor pautada na expectativa de mercado e na imagem de seu CEO. Quando essa imagem se desgasta, a ação sente — foi o que se viu na forte queda dos papéis da Tesla ao longo de 2022. Para o investidor, fica a lição: empresas muito dependentes da figura de um único líder carregam um risco extra, chamado de “risco-chave” (key person risk). Não é necessariamente motivo para não investir, mas é um fator que precisa entrar na conta antes de colocar dinheiro.

Como avaliar esse tipo de risco

Antes de investir em uma empresa muito associada a um nome, vale perguntar: o negócio se sustenta sem essa pessoa? A receita depende de produtos sólidos ou da narrativa do fundador? A governança da empresa é robusta? Empresas com gestão profissional e resultados consistentes tendem a resistir melhor a crises de imagem do que aquelas cujo valor é, na prática, uma aposta em uma personalidade. Para o pequeno investidor, a proteção continua sendo a mesma de sempre: diversificar, investir com horizonte de longo prazo e não confundir fama com fundamento.

Perguntas frequentes

O que é “risco-chave” em um investimento?

É o risco de uma empresa depender excessivamente de uma única pessoa — geralmente o fundador ou CEO. Problemas com essa figura podem afetar diretamente o valor do negócio.

Por que a ação da Tesla caiu tanto em 2022?

Entre os fatores apontados estão o ambiente de mercado do período e o desgaste de imagem do CEO ligado às polêmicas da rede social, que pesou sobre a percepção dos investidores.

Como me proteger desse tipo de risco?

Diversificando a carteira, avaliando a solidez da empresa para além da figura do líder e mantendo foco no longo prazo, em vez de reagir a cada notícia.

Histórias de bastidores corporativos rendem manchete, mas para o investidor o aprendizado é técnico: avaliar risco-chave e diversificar é o que protege o patrimônio.